domingo, 21 de agosto de 2011

Poesia guardada

Fones de ouvido, livros e fotografias

São coisas que encontramos todos os dias

Pois sabemos que uma hora ou outra precisamos

De algo que ajude na passagem dos anos.


Mas pra onde vai isso tudo,

Se não for pra essa música?

E mais uma vez vou ficar mudo

Se não sair nada de mim.


O que será do ano que vem?

Quando estarei sem alguém

Pra tapear e apertar assim

Meus braços de cetim.

2 comentários:

  1. os braços de cetim,
    do nó se dará o laço,
    arrematando nosso meio:
    que é começo
    e fim.

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  2. O que será do meu ano, Saulo? Hoje abdiquei do concurso por São Paulo não ter mais sentido pra mim. Afinal, que sentido teria essa cidade sozinha? Tudo o que ela me oferece está ligado a você. Não conheci São Paulo sem você. Sua presença ainda é muito forte em mim e em minha vida, e eu preciso me afastar. Agora que decidi, a dor da separação voltou com tudo. Por que o foco voltou a ser o fim, e não o recomeço.

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