quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

De Tolstói

As estradas são lisas, a luz viva, o ar estimulante.
Fique bem calmo e trate de se esquentar.
E a monótona vida burocrática,
As aperturas de dinheiro,
e assim um ano, dois, dez, vinte,
Perfeitamente idênticos.

As pessoas fingem que o repugnante e vergonhoso
É belo e sublime.

Não me responsabilizo mais por mim!
Precisamos andar no sentido do vento.
Não fales de repente, pensa um pouco,
Para me dizeres tudo o que pensas.

Estás descontente comigo, e tens provavelmente razão,
Mas deixa-me compreender qual é a minha culpa.
Amor não contém em si nenhuma obrigação moral.
Cuidado! Que no mundo tudo continua como de costume.

2 comentários:

  1. Estou descontente com você, e estou comigo também. Como deixamos, juntos, a situação chegar nesse ponto? O ponto em que, para sermos nós mesmos, precisamos estar separados. Isso justo no momento em que o estar junto estava tão mais perto.
    Digo que todos os seus poemas parecem direcionados pra mim.

    ResponderExcluir