Mordida torta de maçã
E cabelos de milho.
Quando penso em você esqueço de tudo isso,
Pois tudo o que tem são os sons da Brigadeiro.
E o que mais lhe importa, se não os sons
De passos, roncos e das garoas de metal?
Queria tanto que você me percebesse,
E então viria o quanto lhe olho,
Me perguntando, se pudesse ver,
Qual seria o tom de seus olhos.
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Todos os dias, no caminho que faço e fiz,
Vejo malas-armário e papelões-colchão.
Mas desta vez vi, na praça 14 bis,
Algo mais sujo que o próprio chão.
Num relance, vi a mulher-gato
Tomando seu banho, coitada,
No meio da calçada, em anonimato,
Tentando não ser um nada.
Tomando seu banho, coitada,
No meio da calçada, em anonimato,
Tentando não ser um nada.
isso me lembra a loucura escandalosa de são paulo. como todo aquele caos embrulha na gente não?
ResponderExcluiracertei?
Exatamente... Ambas as poesias são frutos dos 4 meses de moradia naquela selva.
ResponderExcluirQuando penso em você esqueço de tudo isso...
ResponderExcluirEu não paro de pensar em você e na falta que você me faz.
Rezo pra falta passar logo. Hoje, se te visse, e se você quisesse, começaria tudo de novo. Mas você não quer, não é?