Naquela semana, ficou contente.
Teve muitos compromissos de gente,
Não teve tempo de ter nada em mente,
Mas não conseguiu terminar o livro,
Infelizmente.
Naquela semana, tomou cerveja.
Fez de tudo um pouco, o que quer que seja,
Precisou servir, à sua vontade, em bandeja,
Mas não conseguiu terminar o livro,
Puta peleja!
Naquela semana, viu um novo mundo.
Percebeu que não era um vagabundo,
Poderia mudar sua vida sem fundo,
Mas não conseguiu terminar o livro,
Sentiu-se imundo.
Naquela semana, sentiu os humanos.
Estava firme, mantinha seus planos,
Queria sentir-se assim há três anos,
Mas não conseguiu terminar o livro,
Cobriu-se em panos.
Daquela semana não tirou nada
Que fosse útil para sua caçada.
Ao fim daquela semana cansada,
Só não conseguiu terminar o livro,
Livro de fada.
sexta-feira, 19 de março de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Dê-me um violão, por favor!
Ler Liberdade, de Pessoa,
Pensar muito, até que doa...
Ter vontade de tudo
Mesmo estando completamente mudo,
Como de costume.
Quer que eu fume?
Não, não quero um bafo...
Só não sei do que me safo.
Acho que tenho um significado para a palavra solidão:
Estou sem meu violão.
Pensar muito, até que doa...
Ter vontade de tudo
Mesmo estando completamente mudo,
Como de costume.
Quer que eu fume?
Não, não quero um bafo...
Só não sei do que me safo.
Acho que tenho um significado para a palavra solidão:
Estou sem meu violão.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Estação rodoviária
Estás sozinho, pensativo,
Não conheces ninguém.
Tudo o que queres é distância...
Fechas tua cara pois necessitas de mistério.
Junta de ti, apenas insisto
Em tua liberdade.
Não espero nada de ti,
Apenas espero e acompanho.
Te alimento, te dopo,
Te faço vender teus modos.
Mas quando o odor da indigência te atinge,
Te abandono, vou procurar alguém que me faça melhor.
Não conheces ninguém.
Tudo o que queres é distância...
Fechas tua cara pois necessitas de mistério.
Junta de ti, apenas insisto
Em tua liberdade.
Não espero nada de ti,
Apenas espero e acompanho.
Te alimento, te dopo,
Te faço vender teus modos.
Mas quando o odor da indigência te atinge,
Te abandono, vou procurar alguém que me faça melhor.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Infantilidade
Minha maior bola de chiclete,
O avião de papel que voou mais longe,
A mais perfeita bolha de sabão,
O melhor strogonoff,
A execução musical mais bela,
As poesias que não vieram...
É... Não me lembro de nenhum deles.
Amei todos igualmente.
O avião de papel que voou mais longe,
A mais perfeita bolha de sabão,
O melhor strogonoff,
A execução musical mais bela,
As poesias que não vieram...
É... Não me lembro de nenhum deles.
Amei todos igualmente.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Já foi
PUTA Que p...
...
Não acredit............
...
Se houver uma próxima chance,
Não quero deixar de fazer.
...
Não acredit............
...
Se houver uma próxima chance,
Não quero deixar de fazer.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Coincidência
Percebi que o amava
Quando admiti
Que, em sua companhia, eu vivia,
E que a distância nos unia.
Fazia planos para quando chegasse,
Ficava ansioso.
Poucos me fazem pensar,
Com saudade, em conversas antigas,
Poucos me dão verdadeira nostalgia,
E já me cansei das parábolas que os peixes fazem:
Devo admitir que o amo.
Quando admiti
Que, em sua companhia, eu vivia,
E que a distância nos unia.
Fazia planos para quando chegasse,
Ficava ansioso.
Poucos me fazem pensar,
Com saudade, em conversas antigas,
Poucos me dão verdadeira nostalgia,
E já me cansei das parábolas que os peixes fazem:
Devo admitir que o amo.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Placas rodoviárias
Busquei por muito tempo a luz,
E encontrei... Fiz amor com ela.
Mas as águas que passam sob meus pés
Pedem pra que eu feche os olhos
E enxergue na escuridão.
Coisas lindas há em um leito de barro,
Em uma lâmina gélida que lhe corta o coração,
Na inexpressão do momento.
Já não sei mais se a amo...
Não sei, nunca me lembro!
E encontrei... Fiz amor com ela.
Mas as águas que passam sob meus pés
Pedem pra que eu feche os olhos
E enxergue na escuridão.
Coisas lindas há em um leito de barro,
Em uma lâmina gélida que lhe corta o coração,
Na inexpressão do momento.
Já não sei mais se a amo...
Não sei, nunca me lembro!
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