Quero um pedaço de Deus
Que recebo em forma de vacina
Contra uma tristeza sem fim.
Uma ausência daquelas que está,
Mas não está.
Quero quebrar aquele conta-gotas
E virar o pote de eros na garganta.
Talvez morrer de overdose,
Talvez ter alucinações,
Telvez me viciar.
Mas eu gosto
De quando a gente não consegue
Se satisfazer com uma dose prescrita
E se banha de interdições,
Como se elas existissem.
Acordo e não vejo nada,
E nada de errado.
Será que todo ser humano precisa de um erro na vida?
Equilibrar pratos não é nada fácil
Quando não se nasce em uma tenda circense.
Vou remando, remando, remando,
Mas a praia parece que não chega nunca.
Meu deserto é de água.
Quero a mesma vacina que você quer contra essa tristeza sem fim que é viver sem você. Quem olha para meu dedo sem aliança, quem olha para minhas redes sociais sem nenhuma foto sua, não olha pra dentro do meu coração. Quem olhasse, veria que ele tem o amor de sempre, soterrado pela dor que ele mesmo tem me causado. Nunca fui chiclete, mas agora eu queria estar com você o tempo todo. Não estou conseguindo fazer nada direito. Como te exclui das redes sociais e do celular, lembrei do blog. Não escrevo querendo que veja, mas foi o jeito que encontrei de estabelecer contato, nem que seja com o nada.
ResponderExcluirVoltei aqui só pra olhar esse seu olho com os óculos mais velhos do mundo e lembrar que não olham mais pra mim.
ResponderExcluirComo uma idiota que agora sofrer, acabei de desbloquear você do meu Facebook. Vi que você colocou que iniciou os tão sonhados estudos de geoprocessamento. Queria tanto te dar parabéns e dizer que estou orgulhosa. Mas faria diferença?
ResponderExcluirContinuando na saga de idiotices, também desbloqueei o Insta. Mas como não sigo mais em nenhuma das redes, não consigo saber de nenhuma novidade. Sério, pra que eu tô fazendo isso? Acho que você nem tá lembrando que eu existo.
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