Fiquei pensando na maneira como tinha falado com ela.
Se não
tinha sido muito monossilábico,
se não tinha deixado-a com peso na
consciência,
se não estraguei sua expectativa de falar comigo.
Eu nunca
sabia qual poderia ser a intensidade de suas reações,
por menores que fossem
as circunstâncias.
Afinal, é uma mulher.
Mas não foi isso que me tirou o sono.
O tom de sua voz me deixava
derretido,
ainda mais quando estava carente.
Eu adorava quando ela falava
de mansinho,
bem baixinho,
como se tivesse medo de falar e errar as
palavras.
Fiquei pensando nisso.
Minhas reações sempre foram as que eu sabia ter. Desde sempre você sabia que eu era assim. Mas sempre soube que te amava, e que era em você que eu confiava. Carente eu sempre estive, carente de você. Eu sou mulher, e queria muito ser sua mulher pra sempre. Mas a intensidade das minhas reações, que sempre foi a mesma, virou o problema. Ainda me derreto por você. Estou derretendo fisicamente. Por que eu ainda te amo. Queria que o fim não fosse tão longo.
ResponderExcluirOlhando emails antigos, vi você escrevendo coisas parecidas com o que me disse no fim. Coisas que te atormentavam há mais de 10 anos, mas que foram superadas lá atrás. Será que foram mesmo? Por mim sim. Por você, pelo jeito, não. Só queria sofrer menos.
ResponderExcluirSabe o que é esquisito. Bem agora me peguei imaginando a nossa situação real como se fosse a realidade de outras pessoas. Daí a ficha caiu que era comigo mesma! Isso deve ser fuga...
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